Como ser um consumidor consciente com um bebê? Use o 5R.

Com compras inteligentes é possível se manter um consumidor consciente e preservar o seu bolso.

Sem sombra de dúvidas, a vinda de um bebê tem a capacidade de revirar a vida de uma pessoa e família do avesso.

Por isso o planejamento é fundamental, não só sob o aspecto financeiro como quanto a escolha do enxoval (itens de higiene, roupas, caminha, carrinho, brinquedos), plano de saúde, pediatra, da nova dinâmica da casa, da família e da vida profissional.

São muitas questões a serem definidas. E muitas coisas para organizar, arrumar e comprar.

Não é à toa que mercado infantil, como um todo, fatura R$ 16 bilhões ao ano.

O que justifica investir neste mercado.

E como consequência existe uma gama variadas de pressões para gastar e gastar. Uma lista sem fim de necessidades e para aquel@s desavisados a lista pode ficar enorme mesmo.

E aí que a gente entra.

Se manter conscientes, dentro do orçamento e ainda fazer escolhas inteligentes pensando muito bem no impacto dessas escolhas.

Ufa, é muita coisa.

Mas nada como um bom planejamento e ter em mãos informações isentas, coerentes, confiáveis e voltadas ao consumo consciente.

E dentro deste planejamento é imprescindível ter um orçamento exclusivo.

Lembre-se bebês crescem muito rápido! Se os gastos forem exorbitantes e ainda por cima parcelados, o bebê já vai virar uma criança e você ainda vai estar pagando a conta. E não se esqueça que novos gastos virão.

Assim faça compras inteligentes, verifique o valor do investimento e relacione por quanto tempo será usado.

Para cada gasto pense em 3 tipos de opções: comprar novo, comprar usado/emprestar ou reformar. E se for comprar novo também verifique as opções que são os mais naturais possíveis, elas são muitas vezes mais em conta.

Repensar – Recusar – Reduzir – Reutilizar – Reciclar nas Finanças

Use as ações do 5R para fazer o seu planejamento.

Repense

O mercado quer que você compre. Cada vez mais as famílias são formadas de apenas um filho, o que torna natural a vontade de caprichar para que a vinda do novo membro da família venha com tudo o que ele merece. Este mesmo mercado cria um monte de necessidades e facilidades para problemas que muito provavelmente nunca existirão.

E como saber o que é necessidade e o que é desejo se tudo é novidade? Hoje em dia há tantos novos produtos e formas de higienizar, cuidar, vestir, brincar que não tem como se basear nas experiências das (futuras) vovós. Isto faz com que a lista das necessidades se torne enorme.

E no final do primeiro ano de vida, descobre se que boa parte nunca foi usado. Pergunte por aí e verá que a lista de compras do segundo filho é bem menor do que foi a do primeiro.

Por isso, repense “mil vezes” a lista de compras. Converse com quem já teve bebê recentemente, sem antes não verificar se o padrão e estilos combinam com o seu.

Repense a palavra “você precisa”. Será que precisa mesmo? Quantas vezes aquele item será usado? Nem tudo que está na lista de necessidades de fato é.

Quem é a pessoa que te fala que precisa? O consumista ou uma pessoa prática? A que busca facilidade e o bom senso ou a pessoa que fica postando nas redes sociais ou desfilando por aí?

A começar com a decoração na maternidade. Qual o investimento para esses 2-3 dias? Vale a pena?

Este é o momento entre pais e o bebê, não a transforme em uma exposição ou desfile.

Repense muito bem a quantidade de roupas. Bebês crescem muito rápido. Por exemplo, se ele nascer no verão nem pense em comprar roupa de frio tamanho recém-nascido- RN e muito menos roupa de verão para tamanho M – 6 meses. Com essa idade ele estará no inverno.

O tamanho RN dura normalmente apenas 1 mês. Ou seja, estamos falando em 30 dias. Quantas peças de roupas serão necessárias para esses poucos dias? Já para os tamanhos P, M e G, cada um dura entre 2 a 3 meses. Aqui vale o mesmo raciocínio. São 60 a 90 dias, qual a quantidade necessária. Não muito. Tenha em mente essa quantidade, faça uma lista e fique fiel, porque com tantas opções lindas fica difícil se controlar e o exagero toma conta.

Verifique a origem do produto, é de material sustentável ou orgânico, foi feito por artesãos? Bebês são muito sensíveis, assim opte por produtos os mais naturais possíveis.

A cada peça pense no seu impacto, qual foi a origem, quantos recursos foram necessários.

Por fim repense como será o descarte de tudo o que for comprar.


Recuse

Produtos de origem duvidosa, que não tenha certificados de qualidade como o Inmetro.

O uso de fraldas descartáveis é um item muito polêmico porquê de um lado são muito práticas e do outro são os vilões dos aterros sanitários. Dos hábitos mais sustentáveis possíveis usando fralda de pano ou ecológicas (que podem ser lavadas na máquina e são estilosas), aos nem tanto assim fazendo um mix dos dois. Se for o caso de manter a fralda descartável, trabalhe para que o desfralde ocorra o mais rápido possível. Não postergue. Cada criança tem o seu próprio ritmo, que pode começar a partir dos 18 meses. Comece assim que a criança estiver pronta e não o que é o mais cômodo para os pais. O seu bolso e o meio ambiente agradecem.

Nota: para fabricar uma fralda descartável são consumidos 545 lt, já uma de pano 15 lt.

Recuse produtos altamente processados, opte pelos mais naturais possíveis. Na lista de proibidos deveriam estar todos os tipos de refrigerantes, sucos em pós, bolachas recheadas, bolos industrializados, salsichas, presuntos, macarrões instantâneos por exemplo. É mais fácil começar com bons hábitos já na infância do que depois ter que mudar. Pense nisso.


Reduza

O consumo de produtos descartáveis, optando por produtos duráveis.

Reduza a lista de compra e ainda mais se for novo. Não faltam opções em brechós e amigos dos amigos.

Não existe jogar fora

Reduza a compra a prestações sem fim, seu bebê vai crescer rápido e você ainda vai ficar pagando e ele nem vai mais usar. Prepare-se antes mesmo de engravidar.

Na decoração do quartinho, tanto o berço, como cômoda opte por material de madeira certificada de origem comprovada. Mas o ideal mesmo são os móveis usados.

Nos itens de higiene opte pelos mais naturais possíveis. Substituindo por exemplo, hidratante por óleo de amêndoas. E na hora de comprar algum opte pelos orgânicos.

Reduza as papinhas de bebe industrializadas, use somente em caso de urgência. Faça em casa e congele. Mais saudável, mais barato, mais sustentável. E faça com produtos.


Reutilize – reforme

Como vimos, há muitos produtos para bebês, mas que logo se tornam desnecessários, mas ainda se encontram em perfeitas condições. Assim fazer uso de produtos usados e que serão reutilizados é muito bem-vindo.

Desta forma antes de comprar um novo verifique com amigos dos amigos, familiares e brechós.

Seja criativo, tem muita coisa que também poderá ser remodelada ou adaptada e virar uma decoração nova.

Berçário, carrinho, cadeira para carro, cadeirinha de papinha, cômoda e tantos outros produtos onde o usado cai muito bem. Não faltam opções boas, bonitas e com preço justo.

Pense em uma decoração que vá acompanhar o bebê e “cresça” com ele, sem necessidade de trocar. Escolha por modelos e tipos que possam acompanhar ao máximo o seu crescimento. Existem opções de berços que se transformam em cama. Se estiver pensando em ter mais filhos opte por produtos que “combinam” com tudo ou com algumas simples trocas se renovam.


Recicle

Faça você mesmo os brinquedinhos. Há várias opções criativas na internet.

Saiba mais sobre o 5R e como ele pode ter ajudar a ser um consumidor consciente.

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