Viver precisando de menos e ser mais feliz. Isso é possível?

O quão minimalista você é? Conheça como o minimalismo e a educação financeira se completam

Conforme definição na Oxford Languages, minimalismo é o princípio de reduzir ao mínimo o emprego de elementos ou recursos. Na arte se refere a uma escola de pintura abstrata no século XX usando poucos elementos visuais e questionando o campo social.

A evolução do Minimalismo

É na década 1960 que o minimalismo se torna um movimento. O termo “mínimo” aparece pela primeira vez com o filósofo britânico Richard Wollheim, em 1965. Já a frase ‘menos é mais” é atribuída a Mies van der Rohe um renomado arquiteto e usado como lema desta nova corrente.

É na cultura (música, literatura, design) e nas artes (telas, desenhos, quadros, esculturas) que o conceito Minimalista começou e criou escola. Ele foi se apoderando da arquitetura, decoração e paisagismo, da moda, dos cuidados com o corpo, da cozinha, das viagens, das compras chegando ao estilo de vida e do Consumidor Consciente e assim “casando” com a Educação Financeira como um “Não ao consumismo”.

Assim hoje o minimalismo ou “menos é mais” pode ser uma filosofia, um estilo de vida, um conceito, uma mente ou uma tendência.

A proposta do minimalismo é o combate ao consumo exagerado dentro da sociedade capitalista. Onde o menos é mais.

Esse movimento ganhou notoriedade com o documentário da Netflix Minimalismo: um documentário sobre as coisas importantes. Veja aqui um resumo do documentário da Revista Exame com vários links para se aprofundar e conhecer exemplos.

A proposta do minimalismo hoje

O documentário explica como o consumismo afeta financeiramente as pessoas. O minimalismo surge como uma resposta a essa problemática, investindo desta forma em experiências e vivências ao invés em materialismo.

Minimalismo, menos é mais ou desapego são os termos comumente usados, mas com os mesmos propósitos.

É aprender a viver com menos coisas para poder ter liberdade e se dedicar ao que mais importa nas nossas vidas, ao nosso propósito, aos nossos objetivos.

É sair do material para focar em experiências, vivências, plenitude.

É escolher uma profissão pelo que dá prazer e não pelos ganhos que ela traz.

É escolher família ao invés dinheiro.

É simplificar a vida ao invés de ter contas e mais contas para pagar. De não ter que trabalhar para ter cada vez mais coisas que consequentemente nos exige trabalhar mais e consumir mais. Se estressando com coisas desnecessárias e perder os prazeres da vida.

Porém é o equilíbrio que tem que ser encontrado. Não é se desfazer de tudo e viver de forma espartana. O fato de escolher coisas mais simples não quer dizer piorar a qualidade de vida. Não é isso. É escolher se desfazer daquilo que está em exagero. Por exemplo, uma casa menor não significa menos qualidade, muito pelo contrário.

Como ser um Consumidor Consciente ao fazer compras

É ter aquilo que é importante, sem exageros.

É escolher o que é mais simples, mas mais inteligente. É escolher entre aquilo que é valioso para a pessoa (que pode não ser para outra) entre tantas opções.

É parar de querer sempre mais e mais sem trégua esquecendo de nossa essência.

Minimalismo não é perda de conforto ao se desapegar das coisas ou deixar de consumir. Longe disso, a qualidade é que passa a ser mais importante do que a quantidade ou o valor que aquilo que custou.

O minimalismo e sua interligação com Educação Financeira.

Ao escolher coisas simples, mas inteligentes, é ter mais qualidade ao invés de quantidade. É saber fazer escolha voltadas aos nossos propósitos.

É escolher consumir de acordo com nossa realidade financeira e não o valor do empréstimo que o banco me disponibiliza.

Se você olhar bem para essa definição, verá que é Consumo Consciente puro.

Ao optar por comprar as coisas que realmente importam, com qualidade, inteligência estamos usando o nosso dinheiro de forma consciente. Estamos sendo eficientes com os gastos e isso traz economia e aumento nos investimentos.

Ora, uma das consequências do consumismo é o endividamento. Pois compramos, a prazo para comprar mais, e mais agente compra e a bomba explode. Eficiência zero.

Eis a diferença.

E o minimalismo faz parar para pensar, se todos esses consumos fazem sentido. Se de fato precisamos de tantos objetos assim. É aprender a precisar de menos, porque realmente não precisamos.

Como resultado: menos boletos para pagar, menos tempo gasto com compras, mais dinheiro sobrando para uma vida com melhor qualidade com tempo exatamente para desfrutar dessa vida.

Sentiu um pouco do 5R? Sim, muito do 5R se aplica no minimalismo.

O quão minimalista você é?

O autoconhecimento nessas horas vai fazer muita diferença. Quem sou eu, o que eu possuo diz quem eu sou? O que eu quero para minha vida?

Você já contou quantos objetos você possui em sua residência? Tente descobrir qual é o objeto que está há mais tempo sem ser usado? Será que realmente a compra foi necessária?

Quando falo em objeto inclua pasta de dente, clips, vaso sanitário, chinelo, fósforo, mesa, roupa de cama, quadro na parede, chave de fenda, colar, garfo, cortina, livro, vassoura, chaleira, pó de café, furadeira, e tudo mais.

Com esse resultado dá para ter uma ideia se você é mais consumista ou mais minimalista.

Mas dá para ser mais exato, faça o teste do Consumidor Consciente no site da Akatu e descubra.

Para entender melhor o porquê de cada objeto divida as coisas em úteis (tudo aquilo que de fato utilizamos), coisas bonitas (apreciação estética que afirmam nossa identidade, devem estar aí para embelezar e não ficar amontada em um canto escondido) e coisas afetivas (nos remetem a alguma lembrança, um sentimento, um apego a uma pessoa querida que de fato valham a pena ser guardado). Comece assim. O livro Menos é Mais – Um guia minimalista para organizar e simplificar sua vida trás uma série de dicas de como se tornar um.

Qual a sua pegada ecológica? – para ir mais longe e pensar.

Se você ainda não se convenceu da necessidade de ser um pouco minimalista, ou consumidor consciente, continue lendo.

Alguém aí já parou para pensar por quanto tempo o nosso planeta Terra conseguirá fornecer materiais para satisfazer nossos desejos que estão cada vez mais infindáveis.

E outra, será que a Terra conseguira reciclar, reintroduzir tamanha quantidade de lixo se todos os seus habitantes proverem de um padrão de vida confortável?

Descubra o quanto você contribui para isso, calcule a sua pegada ecológica onde você vai descobrir o quanto do planeta você consome.

Veja no site: Pegada Ecológica

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Fonte:

Akatu – Caderno Temático dinheiro e crédito

Jay, Francine – Menos é Mais – Um guia minimalista para organizar e simplificar sua vida- Ed. Fontanar

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Gustavo Cerbasi

Estudo Prático

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