Estilos lesivo de lidar com o dinheiro – Pressão da família, sociedade e do marketing

Às vezes nem percebemos o quanto somos pressionados para fazer isso ou aquilo. Ou pior nem atentamos a quantas coisas decidimos baseados em influências de um parente, amigo, uma celebridade ou uma campanha publicitária

Estilos lesivos de lidar com o dinheiro – Pressão da família, sociedade e do marketing

Você já reparou as inúmeras vezes que somos bombardeados por todos os lados a gastar. Das redes sociais, passando por jornais, mídias no metro, propagandas na TV, outdoors e tantos outros. Compre isso, você precisa daquilo. Você não pode ficar sem.

Existe inclusive um campo de estudo – o Neuromarketing  – que estuda a essência do consumidor para que as ações de marketing tenham mais eficiência.

E dentro do círculo familiar ou de amigos as pressões são sutis, desde por exemplo aquele almoço em família onde “adoramos” mostrar as novas comprinhas, aquela nova bolsa daquela marca específica, o celular que acabou de ser lançado com um apelo irrecusável. Temos uma leve sensação de sermos diminuídos ou excluídos se não mostramos as nossas novas aquisições. Sem contar das “n” vezes que nossos filhos pediram para comprar isso ou aquilo.

Estes são alguns dos exemplos de como as pressões diversas agem sobre nós.

Reunimos aqui os comportamentos mais comuns que têm muitas vezes sua origem nessas pressões – da família, amigos, da sociedade e do marketing e publicidade.

Comprar e comprar sem limites e excessivamente no crédito

A tua marca querida de celular lançou um novo modelo. E lá vamos nós correndo comprar. Daí perguntamos: Porque?

Posso comprar em 12 vezes sem juros. Será?

O que está por trás deste louca vontade de sair comprando?

Sinto dizer que você sutilmente foi induzido a esse comportamento. O marketing de um lado vendeu a “necessidade’ do novo modelo. E a sociedade te influenciou a sempre comprar novidades. O prazer de mostrar aos amigos e familiares este novo modelo em primeira mão. Sinceramente, quantas vezes você não se sentiu no centro das atenções quando mostrou a nova “conquista”, o primeiro a ter algo que todos querem.

Quantas vezes durante um Happy Hour o bate-papo é sobre o lançamento de um produto de sua marca favorita? E essa marca favorita por sua vez lança cada vez mais modelos novos com pouquíssimas alterações e o vende como sendo imprescindível. Olha só várias pressões ao mesmo tempo – amigos, sociedade e marketing.

Junta isso ao fato da facilidade de comprar em prestações. E somos pressionados também a nos endividar. Quanta vezes não ouvimos “Compre parcelado, as parcelas cabem no seu bolso e você não tem que esperar” No grupo familiar, de amigos, do trabalho é normal comprar parcelado. Existe até um pensamento de que se você não comprar parcelado você não é esperto e não soube “aproveitar esta oportunidade”.

Ao optar por compras parceladas temos a ilusória sensação de construção de patrimônio pois posso comprar um monte de coisas ao mesmo tempo. E de repente temos um monte de prestações. E ficamos por um bom tempo sem comprar mais nada, sofrendo. Ou não paramos de comprar – tudo em parcelas pequenas – e a dívida fica insustentável e quebramos. Tudo isso porque não percebemos o quanto fomos pressionados a comprar e comprar e fazemos isso parcelado pois todos fazem e nem percebemos.

Essa combinação Consumismo X Crédito X Pressão é uma bomba relógio que pode explodir na sua vida a qualquer momento.
Pare! Reflita.
Tenha objetivos e um orçamento, conheça o seu grau de endividamento (saiba como em Crédito – Quanto empréstimo é muito empréstimo);
Veja nossa série sobre Crédito e perceba o quão prejudicial é este pensamento. E nada inteligente.

Se render as seduções de ofertas

Eis um comportamento onde o neuromarketing mostra a porque veio. Quantas e quantas vezes compramos um produto porque o preço está imperdível e chegando em casa, não era bem isso que eu queria. Sentiu a pressão?

Analise comigo: Se a compra for somente porque o produto realmente estava com um preço muito bom, mesmo sendo uma oportunidade ele não é necessário, é um hábito que tem que ser repensado. Raciocine assim: o bem custa normalmente R$ 40,00, estava por R$ 25,00, você “acha” que economizou R$ 15,00 – só que não, você perdeu R$ 25,00;

Porque?

Você não precisava deste bem!!!!

Agora, se você tem no seu orçamento determinando que necessita deste bem e o encontrou numa oferta irrecusável, aí sim é uma compra superinteligente. Mostrou que você soube esperar para comprar no momento certo.

Escolha de uma marca mais cara em detrimento a outra mais barata.

Porque você escolhe comprar a marca X ao invés da Y. Baseado em quais informações você fez a escolha?

Sem você perceber, optamos por uma determinada marca porque pessoas que confiamos (desde familiares, parentes, amigos a celebridades ou influenciadores) usam e indicam.

Aliás os influenciadores, receberam este nome porquê? Pela sua capacidade de influenciar outras pessoas. Uma pressão bem óbvia, não?

Pesquise na internet em sites idôneos que não sejam patrocinados. O site Reclame Aqui pode ser um indicador. Existem ainda entidades que conduzem testes, uma delas é a Pró Teste, vale dar uma checada.

Mas cuidado! Há muito conteúdo nas redes sociais com demonstrações de produtos, testes, etc, verifique se não houve um patrocínio por trás. A maioria recebe um cachê para sobreviver, o que gera dúvidas quanto a credibilidade. O mesmo vale também para produtos financeiros.

Usar produtos típicos de uma classe social, tribo, grupo, ideologia

Queremos demonstrar a qual classe social pertencemos – ou gostaríamos de pertencer – e por conta disso consumimos de acordo com esta classe. Como se para ser – ou pretender ser – de uma determinada classe nos faz consumir X ou Y. Aqui no Brasil, já falamos no artigo anterior – “Agir sob influências culturais e tradições”  – o status social têm uma importância considerável. Isso deixa a pressão para consumir produtos que afirmem este status mais forte ainda.

O grande problema reside quando queremos ser o que não somos e gastar muito além de nossa capacidade financeira.

O pertencimento a um determinado grupo, tribo ou ideologia faz parte da característica do ser humano. Somos seres sociais. Cada um deles têm o seu jeito de ser, de agir e se reflete ao modo de vestir, de viver, de pensar. E isso interfere diretamente nas escolhas. Desta forma consumimos o que o grupo, tibo, ou ideologia consome por que nos sentimos, entre outros motivos, pressionados a ser assim para não ser uma “ovelha negra” do grupo.

Pare e reflita nas suas escolhas de consumo. Questione porque estou comprando, porque compro este modelo ou marca e não outro. Tente identificar se esse estilo está te prejudicando financeiramente ou não.

Ponha na balança o desejo de pertencimento e a situação financeira. Talvez os dois não combinam.

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Fontes

Akatu – Caderno Temático dinheiro e crédito

Cavicchioli, Davi. Neuromarketing e a compreensão do consumidor nas decisões de compras. TCC para MBA Gestão de Negócios – USP

CONEF – Educação financeira nas escolas: ensino médio: Bloco 1

BC – GFP – Curso Gestão de Finanças Pessoais – Capítulo 3 – Crédito e Endividamento e Capítulo 4 – Consumo Planejado e Consciente

Serra, Afonso Celso da Cunha Serra; Bridger, Darren. Neuromarketing: Como a Neurociência Aliada ao desing pode aumentar o engajamento e a influência sobre os consumidores. Autêntica Business

Consulta em sites:

Navarro, Conrado. Quanto você está disposto a lutar e esperar por um sonho ou objetivo. Dinheirama.

Massaro, André para o site Administradores

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