Crédito - quanto empréstimo é muito empréstimo?

Crédito: Quanto empréstimo é muito empréstimo

Como saber se tenho capacidade para contrair mais um empréstimo ou financiamento? Como saber se o valor das dívidas está ficando em patamar perigoso? Calculando o Grau de Endividamento é possível responder a estas perguntas.

  1. Nível de endividamento subjetivo
  2. Grau de endividamento
  3. Não perca todos nossos artigos , veja toda a série sobre Crédito e outras matérias:
  4. Fontes:

A Educação Financeira Pessoal, Familiar ou Doméstica não se diferencia muito da Gestão Financeira de uma empresa, um negócio, seja lá qual for o tamanho. Os princípios são os mesmos. O que difere a Gestão Financeira de um conglomerado ou multinacional de uma MEI ou de um Profissional Autônomo é a complexidade dos dados, a quantidade e a profundidade que eles são tratados e analisados. Consequentemente as ferramentas usadas variam de acordo com essas dimensões.

O mesmo acontece quando estamos gerindo nossas finanças pessoais. Usamos os mesmos princípios variando somente as dimensões. E analisar a quantidade de empréstimos e financiamentos – dívidas – faz parte tanto na gestão de negócios como no plano privado.

Todo negócio tem que ter conhecimento do seu grau de endividamento.

Inclusive este parâmetro é muito importante nas empresas com ações negociadas na bolsa de valores. É um dos indicadores mais importantes que devemos considerar ao escolher em investir ou não no negócio pois ajuda no diagnóstico da saúde financeira.

Ora, se é tão importante no mundo dos negócios porque no plano pessoal é tão negligenciado? São poucas as pessoas que analisam, ou possuem conhecimento de como analisar se estão muito ou pouco endividados.

No nosso artigo anterior – Crédito: Quando é a hora certa para pegar um empréstimo? abordamos o que fazer para decidir se a situação é propícia a um empréstimo. E nesta análise inclua agora também o grau de endividamento.

Crédito - Quando é a hora certa de pegar um empréstimo?
Crédito – Quando é a hora certa de pegar um empréstimo?

Nível de endividamento subjetivo

Para algumas pessoas, o grau de endividamento pode se basear no grau de conforto que o endividamento traz. Se esta dívida causa pouco, muito ou nenhum estresse.

Se eles estão interferindo a vida pessoal, familiar e profissional.

Esta analise subjetiva é importante porque cada indivíduo suporta mais ou menos pressão.

Porém existe uma forma mais objetiva e racional de analisar.😉 (Nosso quente x frio no investimento também vale para o endividamento, veja nosso artigo Lacunas da Empatia – Comportamento do Investidor III, para entender o efeito emocional na tomada de decisões.

A forma racional é pelo Grau de endividamento.

Juros, sem ele os empréstimos - e financiamento não existiriam
Juros, sem ele os empréstimos – e financiamento não existiriam; ao pensar em pegar um financiamento ou empréstimo é importante descobrir como funcionama os juros nesta situação. Veja neste artigo

Grau de endividamento

Neste cálculo dividimos o total de empréstimos, financiamento, dívidas pagas no mês pelo total de receitas brutas recebidas no mesmo mês. Multiplique por 100 e terá uma porcentagem.

Este é o grau de endividamento. Ou a Carga de endividamento.

O resultado, em porcentagem, mostra o quanto do RENDIMENTO é DEDICADO a pagar as dívidas.

👉Quanto maior é essa porcentagem, menos seguro financeiramente você estará, porque haverá menos dinheiro disponível para cobrir outros gastos.

👉Tudo o que sobrou é usado para pagar as suas necessidades, obrigações, sonhos e gastos do dia a dia.

Imagine uma pizza. Corte um pedaço do tamanho que representa este grau de endividamento e veja o que sobrou da pizza. É desta sobra que você terá que viver. No artigo “Como transformar seu orçamento familiar em pizza” ensinamos como fazer, porém, com o orçamento.

Como transformar seu Orçamento Familiar em Pizza
Como transformar seu Orçamento Familiar em Pizza, se o pedação dessa pizza que corresponde às dividas for muito grande, os outros pedação ficarão muito pequenos, ou seja não vai dar para ficar saciado, ou seja faltará recursos para coisas essenciais e prioritárias.

Considere como dívida = todos os empréstimos e financiamentos (casa, carro, estudantil, compras parceladas em lojas, cartão de crédito, cheque especial, empréstimo financeiro, CDC, crédito consignado, consórcios e outros). Pensões alimentícias determinadas judicialmente ou qualquer outra obrigação judicial devem ser consideradas nessa soma.

🧐Quando alguém solicita um empréstimo ou financiamento as instituições financeiras ou lojas fazem exatamente esse cálculo para analisar se a pessoa tem condições de contrair mais dívida e assim verificar a sua de capacidade de pagamento.

Aqui vão alguns parâmetros de uma forma muito genérica e universal para fazer esta análise. Porém cada um deve analisar a sua realidade e trazer esses parâmetros para ela.

  • Para quem reside em casa alugada: Considere manter uma Carga de Endividamento em no máximo 15% – 20%. Afinal uma parte considerável da renda tem que sobrar para pagar o aluguel;
  • Para moradores de residência própria, mas com financiamento da casa própria: Considere manter o Grau de Endividamento em no máximo 28%-35% (incluso o financiamento da casa);
  • Para moradores na própria residência: Considere manter o Grau de Endividamento TOTAL em no máximo 36%.

Outros fatores a serem considerados; Valor da reserva de emergência, renda estável, variável ou inconsistência no valor da renda, quantidade de pessoas que dependem da renda total, tipos de dependentes (em fase escolar, universitária, trabalhador) e o volume dos custos fixos.

O importante é focar na % que sobrou – é deste valor que você terá que sobreviver.


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Porque somos tão endividados?, depois de ver esta reportagem você vai descobrir que se endividou com coisas que não precisava e vai conseguir direcionar o seu dinheiro para coisas importante.

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Fontes:

Akatu – Caderno Temático dinheiro e crédito

BCB – Série Eu e meu dinheiro

Giannetti, Eduardo – O Valor do Amanhã. – Ed. Companhia das Letras

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