Juros, sem ele o crédito-nem os investimentos existiriam

Entender os juros – principalmente os juros compostos – é primordial para tomar decisões financeiras. O seu desconhecimento leva à inadimplência.

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Nos artigos anteriores apresentamos o conceito de Crédito, diferença entre Financiamento e Empréstimo e também destacamos o quanto somos – nós, a sociedade e a economia – atualmente dependente do crédito.

Hoje vamos falar dos juros, afinal não existe empréstimos – e nem investimento – sem a existência de juros.

Pense nos juros como sendo o preço que se paga para usar agora um dinheiro que não se tem.

Por exemplo quando precisamos ou queremos um produto e não temos dinheiro suficiente pra compra-lo, geralmente optamos por comprar a prazo. Isso significa que vamos adquirir o produto na hora, mas só vamos pagar por ele no futuro, aos poucos, com o passar dos meses. Quando fazemos isso, ou seja, compramos em prestações, estamos utilizando uma forma de CRÉDITO. É como se alguém nos emprestasse o dinheiro para pagarmos o produto à vista e então passamos a devolver aquele valor para quem nos emprestou, acrescido dos juros, em parcelas.

No primeiro artigo – Afinal o que é Crédito, comparamos o crédito ao aluguel. Os juros representam, neste caso, o valor do aluguel pago.

Os juros são o preço de usar hoje um recurso que não temos. Quanto menos alguém é capaz de esperar, maiores são os juros que paga. Já quem sabe se controlar, ao invés de pagar… recebe!

Agora imagine que você tenha uma aplicação financeira de R$ 200,00. Quando você deixou essa quantia no banco, abriu mão de gasta-la em alguma outra coisa. Para que você concorde em deixar seu dinheiro no banco, ele tem de lhe oferecer alguma compensação. Essa “compensação” são os juros. O seu investimento é um empréstimo que você fez ao banco.

Da mesma maneira o banco “pensa” quando empresta o dinheiro, só que ao contrário. Ele vai te emprestar dinheiro porque vai receber uma “compensação” por isso.

As taxas de juros são normalmente expressas em percentagens mensais ou anuais. Por exemplo, se você pegar um empréstimo de R$ 1.000,00 com juros de 8% ao mês e resolver quitar sua dívida no mês seguinte, precisara devolver R$ 1.080,00 [1.000,00 + (1.000,00 × 8%)].

Por outro lado, quem investe dinheiro recebe juros em cima do valor (montante) aplicado. Vamos imaginar que a família da história tenha R$ 1.000,00 investidos e esteja recebendo 7% de juros ao ano. Ela terá, no final de um ano, R$ 1.070,00 [1.000 + (1.000,00 × 7%)].

Porém a taxa de juros que os bancos usam para emprestar dinheiro a você será sempre MAIOR do que a taxa de juros que ele oferece para você aplicar em um investimento. (é dessa diferença que o banco obtém parte de seu Lucro);

Porém é nos juros composto onde os bancos obtêm maiores lucros.

E tem como diminuir os juros? Tem, sim. Assim como é possível diminuir o preço do tênis, mexendo nos diversos componentes que o formam, também é possível mexer nos custos que formam os juros. Por exemplo, se as instituições financeiras diminuírem suas margens de lucro, os juros cairão. Se o governo baixar os impostos que as instituições financeiras têm que pagar, os juros também podem cair, caso a instituição financeira resolva transferir ao consumidor o benefício recebido. Se houvessem mais pessoas com dinheiro guardado e menos pegando emprestado – a leia da oferta e procura mais equilibrada também fará os juros caírem. Se a pessoa que estiver pedindo empréstimo der um bem em garantia, os juros também podem cair. Daí que normalmente os juros do empréstimo são mais altos do que financiamento.

Normalmente em financiamentos de lojista – para comprar o tênis por exemplo se aplica os juros simples, para financiamentos maiores e empréstimos os bancos se utilizam dos juros compostos. Que é um pouco mais complicado. E o grande vilão da inadimplência. Pois esse tipo de juros faz o valor subir de forma incontrolável.

Juros compostos – o tormento de muitos.

Nada mais é do que ao calcular o valor de reajuste o próprio valor dos juros entra nesse cálculo. Em outras palavras o juro se baseia nele mesmo – juros sobre juros. Exatamente o mesmo efeito da bola de neve.

Os juros compostos se tornam um aliado aos investimentos porque fazem os rendimentos subirem exponencialmente.

Mas são um vilão quando aplicados em empréstimos e financiamentos. Principalmente no rotativo do cartão de crédito e cheque especial. São graças aos juros compostos que as dívidas se tornam insustentáveis em pouco tempo, e nos fazem pagar muito.

Evolução do valor devido – os juros são incorporados no valor emprestado.
Juros compostos, o valor inicial cresce de forma exponencial

Um exemplo hipotético. Um empréstimo no valor de R$ 10.000,00 com juros de 4% ao mês. Vamos considerar que não houve pagamento de nenhuma prestação para ficar mais claro. No primeiro mês o valor devido é de R$ 10.000 com juros de 4% o valor em reais dos juros é de R$ 400,00. No segundo mês é acrescido esses 400,00 ao valor emprestado, ou seja R$ 10.400,00. Portanto a cálculo dos 4% de juros será em cima do R$ 10.400,00, o que dá um valor de R$ 416,00.

No terceiro mês o valor devido passa para R$ 10.816,00 (10.400 + 416). Os juros serão calculados sobre este valor.

Percebam como o valor devido sobe não de forma linear e sim exponencial. E o valor pago dos juros sobe na mesma proporção.

Infelizmente a maioria das pessoas pensam em juros de maneira linear e subestima o poder desta bola de neve que são os juros compostos. A longo prazo a diferença é absurda.

É na falta de conhecimento do poder dos juros compostos que reside o grande problema. Se mais pessoas tomarem conhecimento de como funciona, os níveis de inadimplência cairiam. Haveria mais cautela nos empréstimos.

Veja nosso artigo anterior – Crédito Vilão ou mocinho – para entender o seu efeito.

Felizmente não é preciso ser um expert, decorar como fazer este cálculo pois atualmente existem muitas ferramentas que fazem esse trabalho por nós. Com uma simples busca na internet se encontram diversos aplicativos.

O IMPORTANTE é: entender como ele funciona, o seu efeito. Enxergar o quanto de juros efetivamente se está pagando. É isso que tem que ser feito.

👉No site do Banco Central existe A CALCULADORA DO CIDADÃO, acesse aqui.

👉Também-pode ser baixada para uso em celular. No Google Play Store, ou na na App Sotre.

Ela faz as contas pra você. 🧐Use, e veja o valor REAL que se paga. E tenha assim melhor controle de suas finanças.

Fique alerta muitas vezes o valor dos juros pagos é maior do que o valor pego emprestado por isso é muito importante ter conhecimento do valor total que vai ser pago.

😉Veja todos os artigos e ebook sobre crédito e fique forte nas finanças.

Afinal o que é crédito

Crédito: vilão ou mocinho?

Juros, sem ele o crédito-nem os investimentos existiriam

Crédito – Você conhece o CET – Custo Efetivo Total?

Crédito: Quando é a hora certa para pegar um empréstimo?

Crédito: Quanto empréstimo é muito empréstimo?

Crédito: O que é a Troca Intertemporal

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