A felicidade que o dinheiro traz é alcançada quando temos autorrealizações e nos permite ser um consumidor consciente na medida em que compreendemos o valor que esse dinheiro tem em nossas vidas.
editado em 15 de maio de 2024
- Bem-estar
- Fator humano
- Educação Financeira como aliada à Felicidade
- Conclusão, afinal o dinheiro traz ou não traz a felicidade
- Tempo e o dinheiro
- Dinheiro e felicidade como tema para aulas de Educação Financeira
Afinal, O dinheiro traz felicidade?
Depende!
Bem-estar
Para começar é preciso especificar de qual dinheiro estamos nos referindo.
Se for o dinheiro necessário para se sustentar, conquistar segurança, tranquilidade, habitação educação e saúde dignas, enfim bem-estar, com certeza este dinheiro vai trazer felicidade. Pesquisas apontam que seria necessário um salário em torno de R$ 92.000,00 anuais (outras, como a de Harvard, R$360.000,00, este valor pode variar entre uma pesquisa e outra e de região para região) para dizer que o dinheiro me trouxe felicidade. Mas pode trazer mais?
Não muito! O que todas as pesquisas notaram é que a partir de um certo patamar qualquer acréscimo em renda não se reverte, na mesma medida, em aumento de felicidade.
Assim até um determinado patamar, onde são atendidas plenamente as condições para ter bem-estar o dinheiro traz felicidade, acima disto não necessariamente.
Mas medir a felicidade pelo dinheiro não é assim tão simples e nem questão matemática. Há outros fatores envolvidos.

Fator humano
Isto não quer dizer que uma pessoa muito simples não vá ser feliz. Para ela uma casa na zona rural, pequena e simples, lhe traz a felicidade desejada. Ela tem uma moradia com qualidade, acesso à saúde, uma família bem estrutura e companheira. Outra pode viver em uma cidade com boa infraestrutura, praças, áreas de lazer e baixo índice de violência e poluição, aposentadoria boa. Elas não precisam de mais nada.
De outro lado, uma pessoa com uma boa renda, pode estar atolada em dívidas devido ao seu nível de consumo elevado, impedindo conquistar segurança habitacional e social, e assim ser infeliz.
Podemos encontrar milionários porém infelizes. Cases assim entre celebridades ricas não são raros.
No artigo Dinheiro compra tudo? O que ele não deveria comprar! falamos sobre o poder do dinheiro, e que existem coisas em nossas vidas que o dinheiro não será capaz de nos proporcionar, como por exemplo o amor de um filho, o orgulho do companheiro/a, a saúde perante uma doença incurável ou uma pessoa para compartilhar nossas angústias, realizações, confidências.

Daí que podemos ainda incluir na lista de condições para o dinheiro trazer felicidade, a nossa atitude em relação à vida, qual o valor que damos ao dinheiro em nossas vidas, o que ele representa.
Estudo indicam que os relacionamentos, convívios sociais e pertencimento são fatores chaves para pessoas centenárias.
O autoconhecimento, uma habilidade da Inteligência Emocional, nos permite entre outras coisas, ter consciência do que queremos e nos permite ir atrás disto e assim nos tornarmos realizados. E usamos o dinheiro como um meio de realização.
E é neste momento que encontramos o caminho para a nossa felicidade.
Se sabemos o que queremos, temos consciência que o valor do dinheiro tem nas nossas vidas, e qual a sua finalidade consequentemente nos tornamos um consumidor consciente.
O dinheiro é usado com responsabilidade, com consciência, para se alcançar um propósito, um projeto de vida. Respeitando o seu eu, o nosso meio ambiente e a sociedade.
Quando associamos o nosso dinheiro somente ao ato de consumir, ao status, às compras que geram símbolo de riqueza e poder, vamos descobrir que o sacrifício para chegar lá não valeu a pena e não trouxe todas as satisfações que eram ansiadas.
Porque existe um vazio enorme por trás desta busca, não há um propósito de vida. Quando o dinheiro é usado para preencher este vazio, a falta de algo ou por uma necessidade emocional dificilmente o dinheiro irá alcançar o grau de felicidade desejado, pois o motivador principal não foi alcançado.
Afinal sempre existe um produto novo que eu preciso e não vou conseguir viver sem ele.

Ter uma vida equilibrada, saudável, construir relacionamentos afetivos e coletivos, pertencer a um grupo de pessoas ou comunidade. Construir um legado. Praticar a solidariedade e a espiritualidade.
Quando usamos o nosso dinheiro com esses objetivos a felicidade é consequência.
Educação Financeira como aliada à Felicidade
A sua vida tem conteúdo, propósito e finalidade e a felicidade é a consequência.
Aquele que recebeu uma Educação Financeira sabe o destino de seus recursos (financeiros e o do ambiente ao seu redor), tem objetivos bem definidos e tem plena consciência do seu poder enquanto consumidor. Ele respeita o seu dinheiro, a sociedade em que vive e o consumo dos recursos naturais, e desta forma se realiza e assim encontra a felicidade.


Conclusão, afinal o dinheiro traz ou não traz a felicidade
O dinheiro pode ser um meio para alcançar a felicidade, mas não o fim.
Ao atingir um determinado patamar de riqueza, o dinheiro não têm mais influencia no grau de felicidade.
No meu ponto de vista, o dinheiro traz felicidade quando compreendemos o valor dele.
O “ser” deve e é mais importante do que o “ter”

Tempo e o dinheiro
E o tempo? Ele vale algum dinheiro? Não perca este conteúdo: Tempo é dinheiro? Será que os filósofos gregos ou Benjamin Franklin estavam corretos?

Dinheiro e felicidade como tema para aulas de Educação Financeira
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